terça-feira, 15 de novembro de 2011

Uma noite qualquer...

Sou tua. Inteiramente tua. Intensamente tua. Só tua.
E todos os beijos em todas as bocas de todos os homens foram, são e serão endereçados a ti.
Todas as mãos que me tocarem não serão entendidas senão como tuas mãos.
À noite, quando percebo que não te tenho de fato, me invade uma sensação insuportável
De que nenhum homem será capaz de fazer, jamais, o que você me faz.
Foram tantas bocas e tantos braços, tantas histórias, tantos casos
Coisas que você, nem por acaso, imagina.
E contigo não foi nada, talvez um punhado de gargalhadas, uma conversa fiada
e o desejo arraigado, que queima, arde, me fere e me bate sempre que quero te esquecer.
Tens sorte.
Penso em ti, e logo me vem mais idéias que a Sherazade em seu leito de núpcias e quem sabe
morte.
Penso em ti, e logo me possui o desejo dos amantes mais afogueados pela paixão.
Penso em ti, e rapidamente deixo de pensar, quero, meu corpo, contigo, unicamente, para sentir.
Vem logo invadir as minhas verdades, romper meus medos, me redefinir.
Está aqui vago, na minha alma, na minha história, nas minhas pernas e nos meus passos, seu
espaço.
Vem ocupar. Entre por todas as minhas portas a me dizer que nunca mais vai embora.
Que andou fugindo, mas agora quer ficar. Por inteiro, por fim, se doar.
E eu que sou incompreendida, insubmetida, talvez, a única a te amar.
Sei que sou tua amiga, tua mãe, tua mulher
Me deite em sua cama, me faça o que quiser.


Encontrei no http://kasckinha.blogspot.com :)

domingo, 11 de setembro de 2011

Zumbis de shopping

Olá pessoas, como vão?
Hoje falarei sobre um assunto muito polêmico: Zumbis de shopping. (Juro que tinha escrito mamilo automaticamente depois de polêmicos mamilos).

Desde que comecei a trabalhar no shopping estava procurando um termo para designar as pessoas figurantes que sempre estão por lá gastando horrores (porém garantindo meu salário). E hoje andando por essas pessoas finalmente consegui encontrar o termo que se encaixa em minha concepção, e esse termo foi zumbis.
Não leve zumbi ao pé da letra, apenas penso que podemos trabalhar com uma boa analogia com essa palavra.

De acordo com meus conhecimentos não tão amplos nessa área, pude concluir que as principais características dos zumbis "comuns" são:
- Dificuldade em sua locomoção.
-Fome por cérebros.
-Sentidos aguçados quando a questão for detectar algum ser vivo que lhe sirva de alimento.
-Outras coisas que não me importam agora que você pode encontrar em filmes e jogos do Resident Evil ou no seriado The Walking Dead.

Enfim, consegui encontrar certa semelhança com os compradores compulsivos analisando esses fatores:


-Dificuldade em sua locomoção: Os consumistas necessitam visualizar todas as vitrines possíveis e impossíveis, por isso sua velocidade ao andar acaba sendo menor e atrapalha pessoas que precisam andar mais rápido. Outra coisa que pode atrapalhar muito sua locomoção é o grande número de sacolas que carrega. Isso pode ser resolvido saindo com um acompanhante não zumbi. Esse poderá carregar as sacolas enquanto a outra pessoa olha a vitrine, pois fazer as duas coisas ao mesmo tempo diminui ainda mais a velocidade da pessoa.


-Fome por cérebros: Essa fome por cérebros pode ser facilmente trocada por fome de consumismo. Muitas pessoas (like me) acabam comprando por total impulso ou por muita insistência de alguns vendedores.
Se esse impulso afetasse somente o bolso do comprador não estaria aqui agora falando sobre isso, pois estaria perdendo meu tempo (que nem é tão bem aproveitado assim), mas infelizmente não é isso o que acontece. Comprando por impulso, independente de estarmos num shopping ou não, estaremos comprando algo que talvez nunca será utilizado e que principalmente teve um certo gasto para ser fabricado e que terá um gasto ambiental ainda maior ao serem descartados. É o que acontece por exemplo, ao comprarmos um frasco de maionese no supermercado, antigamente existiam apenas embalagens de vidro, hoje já temos a capacidade de fabricar embalagens que prejudicam "menos" o meio ambiente. Dessa forma não faz sentido comprarmos uma embalagem de vidro sendo que ela causaria danos maiores do que uma embalagem plástica.
E ao comprar compulsivamente não analisamos nunca esses fatores. Creio que da mesma forma que compramos algo sem consciência, o descarte deste será da mesma forma, sem receio algum.

-Sentidos aguçados: Isso só vale para as promoções, pois as outras coisas ao redor (meras pessoas) são completamente ignoradas.

Finalizando, esse tema pode ser visto como uma brincadeira, porém no fundo ser um comprador compulsivo é uma doença, e muito séria por sinal. Felizes são aqueles que reconhecem seu problema e conseguem tratá-lo antes de tal compulsão atingir níveis extremos irreversíveis.

Hoje eu ia falar sobre outro assunto mas meu sono está maior que minha vontade de digitar. Vou ficando por aqui.
Até mais pessoas!




sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Teoria dos figurantes

Olá terráqueos, hoje irei falar sobre um assunto não muito comum, e que também não faz muito sentido: A teoria dos figurantes.
Antes de qualquer coisa vamos checar o significado de Figurante no dicionário.

Figurante
Significado de Figurante:
s.m. Personagem secundária, geralmente muda, em peça de teatro, em bailados ou cinema.
Pessoa que não desempenha papel determinado.
P. ext. Qualquer participante de uma peça dramática, de um filme.

Navegando pela internet alheia, nos primórdios da existência, época do estopim do Orkut, encontrei uma comunidade um tanto quanto peculiar que me chamou a atenção, a chamada teoria dos figurantes. Segundo a comunidade a teoria consiste em:

Primeiro Axioma da Figuração: O mundo é formado por, e apenas por figurantes e principais.
Segundo Axioma da Figuração: Os papéis são imutáveis.
Terceiro Axioma da Figuração: O número de figurantes é muito maior que de principais.
Quarto Axioma da Figuração (ou Princípio da Incerteza da Figuração): Nunca se sabe ao certo quem é principal e quem é figurante.
Primeiro Teorema da Figuração: Uma vez figurante sempre figurante.
Demonstração: Pelo Axioma 1, só existem principais e figurantes. Como os papéis são imutáveis pelo Axioma 2, portanto uma vez figurante, sempre figurante. 


Fora a comunidade, podemos encontrar vestígios da teoria na obra de Neil Gaiman chamado “Os filhos de Anansi”.
No livro segue tal trecho:

"É um mundo pequeno. Você nem tem que viver muito para aprender uma coisa dessas sem que ninguém lhe ensine. Existe uma teoria sobre como o mundo inteiro só existem 500 pessoas reais (o elenco, por assim dizer; todas as outras pessoas do mundo, diz a teoria, são figurantes) e todas se conhecem. Na realidade, o mundo contém milhares e milhares de grupos de mais ou menos 500 pessoas que passarão a vida se encontrando, se evitando, se esbarrando numa improvável casa de chá de Vancouver. O processo é inevitável. Não é sequer coincidência. É apenas uma maneira como o mundo funciona, sem consideração pelo indivíduos ou pela adequação."

Achei genial a idéia do autor. Mas ainda acho que a teoria precisa se acertar em alguns pontos. Agora vou falar sobre a minha real ideia a respeito da teoria.


Figurantes são aquelas pessoas que quando você menos espera acaba as encontrando.
Elas estão presentes em todos os lugares que você costuma frequentar, desde seu caminho ao trabalho até os bares da cidade.
Você acaba até criando certa simpatia pela pessoa, é como se fosse um amigo que você nunca conversou, apenas o vê de uma determinada distância.
A partir do momento que a pessoa começa a conversar com você, automaticamente ela deixa de ser figurante, ou melhor, ela nunca foi um figurante, pois uma vez figurante sempre figurante.
Figurantes são imutáveis. Eles estarão presentes em todos os momentos da sua vida, só que indiretamente. 
Fora os figurantes de "cenário", existem também aqueles que estão presentes para te atrapalhar. Eles estão nas filas de bancos e supermercados, nos vestibulares e nos hospitais.
Estão presentes em maiores quantidades e geralmente se envolvem em acidentes e como consequência morrem.
Enfim, não existem tantas pessoas nesse mundo, ou melhor, universo.
Talvez quem seja figurante nesse universo em outro pode ser protagonista e vice-versa.